segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Ainda entrando em órbita

Então por fim, retorno vivo de uma viagem hiperespacial até o outro lado da galáxia. Durante a aventura, estive por momentos nadando em mares de stress e me encolhendo em cavernas de desespero, mas o saldo final foi, afinal, positivo.
As coisas vão se acumulando, os problemas menores se aglutinam em problemas razoavelmente substanciais e no fim acaba que eu não posso olhar pra lado nenhum sem que seja assaltado pelo remorso de estar fazendo qualquer outra coisa que não os trabalhos da aula.
O mais estressante dos trabalhos foi ainda aquele da rampa (nem sei se cheguei a falar dele pra vocês). Consistia em medir o tempo que uma bolinha leva para percorrer uma rampa, através da utilização de sensores óticos instalados nas laterais da rampa. Não que isso seja interessante pra vocês, mas talvez ficassem curiosos se eu não citasse a natureza do trabalho.
Era tão estressante que houve até quem desmaiasse durante a aula. Isso prova, também, que eu não sou o único exagerado com complexo de Hermione que se preocupa demasiadamente com os resultados em geral, sendo um deles as notas da escola (e a nota de Física dependia em parte desse trabalho estressante). O vivente não estava pálido, ele estava praticamente translúcido. Isso não nos impressionou, por que ele não era dos mais queridos pela turma, então pouco estávamos nos lixando se ele estava bem de saúde. Porém, quando ele desmaiou, querido ou não pela turma todos nós nos apavoramos, claro. Um grupo de mongolões foi correndo avisar o SAE (Serviço de Acompanhamento Escolar), tal grupo sendo formado em parte pelos que realmente estavam preocupados com o colega moribundo e em parte pelos que simplesmente estavam a fim de matar um pouco de aula indo dar bandinha pelo corredor.
Mas voltando ao desmaio do coitado, bem, não teria como não notar. As humildes medidas da criatura ficam ao redor de 3m x 2m, e no processo de ir caindo ele foi levando junto consigo as classes que por ventura estavam no seu caminho. Estendido ele cobria um terço da área da sala, e isso já é de se notar, fora a atmosfera de destruição que estava circulando ali nas classes e cadeiras reviradas.
Mas ele agora passa bem, e, já fora de perigo, muitos colegas afirmaram veementemente que ele desmaiou por causa do próprio cheiro.
O trabalho esse então, como eu disse, não estava afetando somente a mim. A maior parte das pessoas da sala estava ou revisando o que ia falar durante a apresentação ou simplesmente botando pilha nos demais. E isso ajuda bastante a deixar ainda mais nervoso quem está nervoso. Mas tudo correu bem durante a apresentação (fora a vontade quase irresistível de ser solidário com o colega protagonista da história contada anteriormente e desmaiar também, de modo igualmente cinematográfico). Eu, na minha modesta opinião, acho que o trabalho do meu grupo ficou bem bom, e vai haver professora de física testando a aceleração da gravidade na prática, se atirando (ou senso atirada) da janela, caso a nota do trabalho não seja razoável. Hehehe, quem vê até pensa que a professora é uma monstra. Alguns dos meus colegas podem até achar isso, mas a minha opinião é das mais contrárias possíveis. Afirmo sem demagogia que adoro meus professores, e alguns dentre eles, inclusive essa professora de física, estão na minha listinha de melhores professores ever e de “gente fina pra caramba”.

Bem gente, me sinto um pseudo escritor de novo.

Um grande abraço a todos!

PS: é bom vocês irem se preparando para o post do WeraFlera. Não vou explicar agora, em um post scriptum, até por que o weraflera merece um post só pra ele/ela. Mas por enquanto fiquem com a comunidade no Orkut do Weraflera:
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=64639065
E, a propósito, não esperem por muito não. É até bom vocês esperarem uma grande porcaria, por que daí independente de como ficar vocês vão achar que excedeu as expectativas e então todo mundo vai dormir feliz!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

At Speed of Light

Agora sim eu posso dizer que recordo como eram os tempos despreocupados e sem grilo nem galho do ano passado. Terminei todos os temas que tinha pras férias ontem, o que quer dizer agora a pouco, e desde então tenho gozado da mais perfeita tranqüilidade.
Faz pouco tempo, mas já sinto até as costas mais moles, a cabeça mais leve... Tudo está mais colorido e todas as coisas tem mais graça. A chuva, que antes era a “desgraçada da chuva, não dá pra sair na rua sem parecer estar mijado” agora virou a “adorável céu caindo, trilha sonora para um sono mais profundo do que a Fossa das Marianas”. O orkut, que antes me estressava emperrando, agora me fornece um tempo para pensar, ao dar pau de vez em quando.
É, no fim, é tudo questão de ponto de vista. Tomates são vermelhos mas se eu fosse daltônico eles seriam cinza escuro. Não que seja a melhor das analogias, mas foi a primeira que me veio. Tenho que aproveitar para escrever tudo o que eu quiser agora, por que a essa hora da noite qualquer senso crítico que eu tiver está reduzido a algo que apenas filtra os palavrões e frases que podem ser (muito) mal interpretadas, e isso acaba dando liberdade maior para que o cérebro mande e os dedos façam com que o teclado obedeça.
E voltando a falar das férias, essas que eu comecei a aproveitar agora (nota interessante: elas terminam sexta-feira), como eu gostaria de viver continuamente em férias. Sei que eu não agüentaria. Talvez um ou dois meses, e depois disso iria arrumar uma ocupação. Mas as vezes, no auge da inquietação com a rotina pesada, a vida de um vagabundo é o paraíso mais almejado. Não ter hora pra acordar nem pra dormir, poder ficar no MSN até a hora em que um dos teclantes (acabo de inventar este termo; será que eu consigo patentear?) queira ir dormir, abafar o som do teclado sendo metralhado pelos dedos ágeis com a chuva e com um sonzinho que vai desde Mamonas Assassinas até música clássica (5ª sinfonia, Fuga do Bach, musiquinhas daquele meu aprendiz de tenor já falecido, Pavarotti, entre outras), passando por música celta, MPB, e forró, enfim, essa vida tão simples de quem não tem mais nada o que fazer.

Estou escrevendo isso tudo por puro egoísmo. É, por que além de eu ter um certo prazer em me exibir para os menos favorecidos nos quesitos “férias” e “descanso” e muito mais favorecidos, infelizmente para eles, nos quesitos “trabalho” e “encheção de saco”, hoje eu também escrevo exclusivamente para relembrar como é bom escrever sem fazer muitas paradas, deixar o texto fluir o mais próximo possível da velocidade dos pensamentos que a velocidade da digitação pode possibilitar, tendo cuidado apenas em deixar publicado algo que se auto sustente e que faça sentido, mesmo que seja preciso virar a cabeça de lado, dançar a dança da chuva e dizer cocoricó para entender.
Talvez seja mesmo difícil para alguém que não seja eu entender tudo o que eu digo aqui, mas entendendo uma parte já é bem bom. É que hoje, além dessa despreocupação com a continuidade e alicerces do texto, eu também sinto uma certa alegria eufórica. Eu não acredito muito nessas coisas de energia positiva e energia negativa, mas que é verdade é verdade. Não creio nas bruxas, “pero que las hai, las hai”. Algumas pessoas só de estarem perto de ti já te deixam pra baixo, outras, por outro lado, te deixam feliz até com uma simples conversa virtual, e isso, aliado com as minhas férias estarem finalmente dando certo, é o que me deixa com a certeza de que vou dormir muito bem hoje. E se existe uma coisa mais incompreensível do que uma pessoa exageradamente feliz falando, é um blogueiro metido a proto-escritor exageradamente feliz escrevendo.

Por agora é só, desejo pra vocês um bom resto das minhas férias (husahsuahsuahsah, infame essa...).

Abração!

PS: vou olhar por cima na correção deste texto, estou cansado e não quero mexer muito nele. Hoje acho que posso dizer que o texto publicado é praticamente minha estilística pura. ;)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Férias

Férias.
Como em vários outros casos, a palavra não é suficiente para transmitir ao leitor uma perspectiva real do valor que isso tem para as pessoas atarefadas. Descansar sentado na frente de casa, lendo alguma coisa, sentindo uma brisa morna no rosto, sem preocupações de coisas a fazer, a arrumar, a lembrar, a organizar, a atormentar a mente, bebendo um copo de qualquer coisa, totalmente confortável e em harmonia com o resto do mundo. É quase como o paraíso muçulmano, só que sem as sete virgens.
Mas não tem sido assim pra mim por enquanto. Os fantasmas dos compromissos da escola e dos demais compromissos (quando estamos sem tempo é exatamente a hora em que acolhemos mais atividades) não me deixam em paz nem na hora do divino descanso deste que vos escreve.
Tenho esquecido uma pá de coisas que eu tinha que lembrar, tenho procrastinado bastante, mesmo contra minha própria vontade, procrastinar é um vício que demorarei a largar, e estou continuamente com aquela sensação incômoda de estar deixando algo para trás ou de estar fazendo algo errado e não saber bem exatamente o quê.
Vou tirar o resto da noite para organizar o meu quarto, pra cortar o mal pela raiz, e evitar uma morte precoce por causa do estresse. Eu queria mesmo era me aposentar, mas me disseram ser meio cedo ainda para querer isso. Estão até certos, mas eu precisava de férias. Bem longas. Mais longas do que essas míseras duas semanas de inverno que estou tendo agora, pelo menos.

Mas nem tudo são tudo são espinhos. Aproveitei bastante esses dias de começo de férias para não fazer nada, e já fui em uma festa. Fui só pra dançar, pois estou com umas idéias legais em mente para o futuro. Até por que ninguém iria querer nada comigo. Estou com espinhas gigantescas crescendo ao redor do nariz e em cima de outras espinhas. Elas já são uma sociedade organizada no meu rosto, com filosofias e éticas próprias, e se eu espremer uma delas é capaz de eu ter que fazer uma certidão de óbito para a coitada.
Na gincana, a Trô ganhou, naturalmente. Muita gente está naquele curso há tempos e nunca tinha ganho uma gincana e eu, como nasci com o c* virado pra lua, já ganhei uma gincana no primeiro ano que piso lá.

E tem selo aqui no MasAhh!

Selo Esse blog...Vale a pena ser olhado

Ganhei do Frodo, valeu!

E eu indico para este selo:

-Victor
-Kari
-Kamilla
-Candy
-Marcela

Quem eu indiquei, passe aqui para poder continuar a brincadeirinha.

Abração pra vocês!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

A Primeira Impressão

A mente humana, que por muitas vezes já foi comentada aqui no meu blog (sempre superficialmente, mas foi comentada), tem de suas malandragens. A primeira impressão que temos das pessoas que conhecemos é uma delas.
Quando damos aquela olhada de cima a baixo numa pessoa, e passamos por aqueles 15 segundos de identificação (homem? Mulher? Ambos?), conceitualização (emo? Punk? coisas piores?), qualificação (bonito? Feio? um bagaço?) e também pela parte mais instintiva da coisa, verificando eventuais feromônios desagradáveis, ofensivos ou atraentes – dizem que as mulheres durante a fase fértil do mês têm um cheiro natural mais chamativo para os homens – nosso inconsciente manda recadinhos para o nosso consciente, visando nos afastar dos chatos e dos pés no saco, e nos aproximar dos mais simpáticos e atraentes (na maior parte das vezes: A Mais Atraente).
Isso é bem legal, grande sacada da mãe natureza, mas e quando nosso inconsciente não está certo? Ah, pois é, aí é que são elas. Tu não gosta da pessoa, mas ela é tri gente fina, ou vice versa, e ambos saem perdendo.
Passei por isso bastante nos últimos tempos. As pessoas que no primeiro dia de aula eu taxei de “fora da minha lista de amizades” hoje estão no topo dela ou mais além. Claro que meu inconsciente não é tão pateta assim, alguns dos que eu risquei das possibilidades realmente estão cada vez mais longe de estarem na lista dos Best of the Best. Mas em grande parte o meu Eu De Dentro errou, e hoje alguns dos erros dele lêem meu blog e em alguns surtos de generosidade lunática dizem que gostam do que eu escrevo. Ok né, tem louco pra tudo nesse mundo, como já diria... bem, sei lá quem diria isso, mas alguém diria e ai de quem disser o contrário. Enfim, obrigado a todos os meus erros de taxonomia, por terem dado mais chances a esse aprendiz de tora para aumentar o círculo de amizades com pessoas da mais alta classe (!?), simpáticas (!?) e inocentes (!?!?!?!?!?!?!?!?!?).

Agora, fazendo um link totalmente não espontâneo no texto, eu gostaria de salientar que meu inconsciente também erra para o outro lado. Gente boa, no início, que de uns tempos pra cá muito me decepcionam. Espero, do fundo do meu coração, que seja apenas eu mesmo que esteja errado, e não que o Universo esteja conspirando para que eu perca pessoas tão boas do meu convívio. Vou dando chances, por que uma hora a máscara cai. Só resta saber qual delas: a máscara que me decepcionou ou a máscara que cativou a minha amizade.

***

E agora abro espaço aqui no meu blog para fazer algo que eu sei que vocês detestam que eu faça: me desculpar pela ausência. Eu acho tri fofo, e me dói até, quando a Kari me deixa um comentário só para reclamar da saudade de mim e (na falta de um termo melhor) me infernizar para que eu volte logo. Mas eu não consigo. Ainda não cheguei na fase do talento literário na qual se pode parar para escrever e conseguir fazê-lo a qualquer hora, sem nem mesmo inspiração ou vontade. É chato isso, eu sei, mas é a verdade. E também é verdade que eu estou enfrentando uma rotina bem diferente da que eu tive nos últimos 14 anos, e só consigo manter as minhas costas sem nódulos de stress por que eu relaxo em algumas partes. No caso, o blog. E de verdade verdadeira o mais certo era eu abandonar o blog, mas me apeguei demais a ele para fazer isso. E não vai ser agora que eu vou regredir aos tempos em que eu martelava o teclado todo dia e enchia os ouvidos de vocês de toda sorte de abobrinhas e problemas idiotas e etc. Escrevendo de tantos em tantos dias a qualidade do texto sobe bastante (eu pelo menos gosto mais de escrever) e a minha preocupação no geral diminui. E também desse modo eu evito que meu blog fique demasiadamente artificial, uma fábrica de reproduzir coisas que já existem, ou um alvo de memes e selos. Não que eu não os goste, eu os adoro, principalmente quando sinceros e dados por gente do bem, mas é que memes e selos são bloguísticos demais, e meu blog, eu (principalmente mais pra cá no tempo) tenho considerado realmente como um depósito de pseudo escritos, como uma válvula de escape para essa veia criativa que as vezes me toma. E era isso que eu tinha falar sobe isso, desculpe se eu ofendi alguém, não era intenção nem de costas, no escuro e de relance.

***

E por falar em memes, tenho que responder um que a Candy me mandou. O que a propósito, é um bom exemplo de gente boa, do bem e sincera. Valeu branquela!
O meme consiste em responder a algumas perguntas com títulos de músicas de uma banda ou artista à escolha. A artista que eu escolhi foi a Rita Lee, a melhor.

1 - descreva-se: Moleque Sacana;
2 - o que as pessoas acham de você: Menino Bonito e Caso Sério;
3 - descreva seu último relacionamento: Amor e Sexo (!?!?!?!?!?!?!);
4 - descreva a atual relação: De Pés no Chão;
5 - onde queria estar agora: Here, There and Everywhere (Aqui, Lá e em todo lugar);
6 - o que você pensa sobre o amor: Nem luxo nem lixo;
7 - como é sua vida: Sem cerimônia;
8 - se tivesse direito a apenas um desejo: Todas as Mulheres do Mundo e Eu Quero ser Sedado;
9 - uma frase sábia: Gente Fina é outra coisa;
10 - uma frase para os próximos...: Entre sem Bater.

Até que foi divertido de fazer esse. A cada pergunta tinha uma resposta perfeita, hehehe. Quem quiser, pode se sentir a vontade para baixar o espírito de um presidente latino e se apropriar da Petrobrás, digo, do meme, para postar no blog.

Antes de finalizar, novidades rápidas:

- Eu continuo solteiro. Dããã.
- Sábado agora tem a gincana de verdade, acho que falei que foi no outro, mas eu estava bem mal informado, esqueçam aquilo.
- Semana que vem estou de férias, recesso escolar, sem nada pra fazer (exceto os temas que os viciados dos professores deram para que fizéssemos).
- Graças a alguns acontecidos na escola (tipo umas pessoas dizerem que eu sou tri massa, apesar da primeira impressão que tiveram de mim), meu ego teve de ir pesquisar a situação no braço direito da Galáxia. O problema é que foi rápido demais, ultrapassou a velocidade da luz e voltou no tempo e pousou aqui na Terra. Sabem aquele acidentezinho em Hiroshima e Nagasaki? ...

Enfim, um abraço dos mais megas pra todos daqui!

PS: sinto que ficou confuso o texto, mas nada que uma ginástica mental não resolva. O Millôr Fernandes escreve todo torto e todos adoram. Se erra, é licença poética. Até tem um escritor lá, Saramagos acho, premiado pelo Nobel, que não usa pontuação. Às vezes, muito raramente, um ponto final, tipo este “.”.

domingo, 6 de julho de 2008

Competição e Música no finde

E taram! Surpresa! Voltei antes da próxima glaciação, e isso é algo bastante diferente daquilo que já havia se tornado rotina ultimamente. Mas mais surpreendente que isso é que hoje eu consegui arranjar um tempo, uma disposição, um assunto e uma vontade para escrever esse post. O tempo é o período entre agora e eu ir dormir, onde eu me menti dizendo que não há deveres de casa pra fazer; a disposição é o resto de mim que passou vivo pelo final de semana; o assunto é o tal fim de semana; e a vontade, bem, a vontade veio do nada e é o que há.
Antes de começar a narrativa, ainda preciso explicar melhor alguns pontos da minha escola, que se não souberem não há como entenderem o que eu vou contar. Eu estudo em uma escola técnica que tem quatro cursos técnicos diferentes. Há outros cursos, mas estes são do noturno e eu nunca vi nenhum aluno deles. Os do diurno são química, eletrotécnica, mecânica e eletrônica (o que eu curso). Em cada um deles há toda uma cultura diferente, todo um estilo diferente, e todos tem perfis de aluno diferentes. Por causa dessa imensa diferença entre cada um, existe grande rivalidade entre os cursos, que é aumentada pelo amor que cada um tem pelo seu próprio curso. Uma vez por ano acontece a Gincana da Liberato, onde os quatro cursos do diurno medem forças para ver quem é o melhor. Para se preparar para esta gincana, os cursos fazem suas próprias gincanas internas. E parte dos acontecimentos que eu relatar aqui se deve à gincana interna do meu curso.
Agora sim, do começo. Acordei cedinho para chegar lá cedinho. Inexperiências à parte, tudo correu muito bem. Entre as tarefas, estavam: cama humana, apresentar 950 g de bolinhas de gude, futsal de pantufas, apresentar 3kg de celulares, lançamento de celulares velhos, dançar uma música escolhida pela comissão organizadora, comilança de certas coisas estranhas e queimada de bibas.
Participei da cama humana, que é uma intrincada brincadeira onde quatro pessoas se dispõem de modo a que cada uma deite nas pernas da outra, formando uma relação onde se um cai, todos caem. Fui duas vezes em casa para procurar algumas coisas de cultura inútil na internet (a internet da escola estava bloqueada para dificultar a tarefa, e eu sou uma das pessoas que mora mais perto). Do futsal de pantufas eu passei de largo, por que eu já sou ruim no futsal normal, imagina usando aqueles amontoados de pêlos no pé!
Nas outras tarefas eu não participei muito ativamente, exceto nas de lógica e nas duas que falarei agora. A primeira é a da dança. Minha equipe, a TRÔianos (um trocadilho com a abreviação do curso: Trô. Dentro do curso existem vários outros desse tipo: ATRÔfiados, InTRÔmetidos, etc. O nome da equipe que participa da gincana geral é ATRÔpelando) escolheu dançar a Macarena. Claro que eu não podia ficar fora dessa. Paguei um dos maiores micos da minha vida na frente do curso todo, mas paguei com estilo! Só não foi o maior por causa da segunda, a da queimada de bibas. Haveria um jogo de queimada (aquele onde quem leva bolada sai da brincadeira), e para cada jogador caracterizado de “jogadora”, a equipe ganhava mais pontos. Pois então, participei por livre e espontânea pressão. Foram vários guris que fizeram isso, então aliviou um pouco. Alguns chamaram isso de “libertação espiritual”. Guardei pra mim a minha opinião.
Foi muito engraçado aquele monte de mongolão vestido de mini-saia, tomara-que-caia e maquiado... eu até contaria pros meus netos, se eu próprio não estivesse metido lá no meio.

Apesar dos esforços, minha equipe ficou em segundo lugar apenas. Mas o que premiou a todo mundo não foi a vitória, ou as boiolagens das tarefas: foi a diversão em si e a carrada de amigos que se fez durante o trajeto. Fiquei moído por dentro e por fora, mas ta valendo. Em um dos próximos finais-de-semana vai acontecer a Gincana Geral, e esta sim, vai precisar de todo o esforço do mundo.

Continuando o relato. Depois de voltar da escola, tomei um banho daqueles e fui para o Sopão do Coro Municipal, coro que tem por integrante o Jader, um dos moradores vitalícios da parte esquerda do meu peito. Enquanto o brilho das vozes do coro alegrava meus ouvidos, a sopa em escala industrial que eu comia me alegrava o paladar. Fiquei relativamente pouco tempo lá, mas todo o tempo que fiquei lá foi bem aproveitado.
De lá, fui com uma parte dA Elite para a casa de uma amiga, onde jogamos Master, um jogo de perguntas e respostas. Não vou entrar em detalhes, pois não ganhei nenhuma partida, tendo ido extremamente mal em duas. Mas vá lá, perdi alguns dias de vida por causa do estresse mas ganhei alguns pontos de conhecimento novo.

Agora eu vou ir para o meu berço, abençoado berço, já que amanhã tem aula de novo novamente. Mal vejo a hora de chegarem as férias de inverno, para poder deitar e rolar o dia todo.

Abração!

PS: para quem quiser conhecer a escola, eu aconselho que vá no site da Fundação. Para a visão “real” de lá, e para conhecer os costumes dos alunos, ou simplesmente para dar umas risadas, eu aconselho que visitem o artigo da Liberato na Desciclopédia.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Hallelujah, mano!

Sei que é errado detestar pessoas gratuitamente, sem motivos lógicos e reais, mas pouco me importa. Ta na Bíblia, “amai-vos uns aos outros como eu vos amo” e tal, mas não sei por que, isso pouco me convence.
Por exemplo, eu detesto com todas as células do meu corpo os fanáticos religiosos, aqueles que explicam tudo com “Deus quis assim” ou “Televisão é do capeta” etc. Almoço com um deles, e tenho que fazer um esforço hercúleo para não argumentar com ele a cada vez que fala algo como “Deus falou comigo e me disse...”, por que sei que metade dos argumentos ele vai pouco entender, e a outra metade vai fazê-lo acreditar que eu sou a reencarnação do Príncipe Lúcifer (ele vai dizer assim, porque vai achar que eu sou do capeta) e vai tentar me matar enfiando uma faca de prata no meu coração.
Sei que é gente humilde, simples, de escolaridade baixa, e que sofre lavagem cerebral todo domingo por um pastor tão ou mais burro que eles, mas mesmo assim eu detesto eles. Me reservo o direito de ter os meus próprios preconceitos, infundados como os que me atingem.
Outro tipo de gente que me causa revolta no estômago são os maloqueiros e maconheiros de esquina. Não porque fedem ou algo assim, mas por que eles mexem com a gente quando passamos por eles e por que são sempre muito estourados, (regra). Por mim poderiam botar todos os m*rdas que fumam na esquina dentro de uma cabine, junto de qualquer um que tenha um fundilho afastado mais de 40 cm do saco, pra fuzilar todos eles. Se sobrasse espaço na cabine (e balas no coldre), poderiam muito bem fuzilar também todos os fiéis para que elevassem seu espírito puro aos céus (!?!?).

Ufa, descarreguei muita coisa entalada na garganta de uma só vez. Tempo para respirar.

...

Ta, pra mim já está bom. Agora a assuntos menos pesados.
A aula segue no ritmo de sempre, de ruim a mais ruim, mas estou agüentando o tranco. Tenho um trabalho pra fazer ainda, daqueles bem legais, onde eu vou ter que botar uma rampa, uns LEDs, uns fototransistores, uns fios, uma entrada DB-15, um computador e grande parte dos meus neurônios em um liquidificador e rezar para que a meleca que saia meça a velocidade de uma bolinha descendo pela rampa. Não é a coisa mais emocionante do mundo, mas vai ser legal vê-lo pronto, sem dúvida nenhuma.
E, por mencionar a escola, lembrei de uma novidade interessante. Interessante não, mas vá lá, é legalzinha. Legalzinha também não, pra falar a verdade estou contando isso por falta do que contar (ou por falta das coisas que eu não sou cagão pra contar). Enfim, lancei uma moda na minha sala. Não, não trata-se do meu penteado duvidoso, nem do meu jeito irresistível de falar, tampouco do tipo de roupa que eu uso. Trata-se do cubo mágico, aquela coisinha que geralmente tem formato de cubo, também conhecida como Cubo de Rubik, que tem por objetivo deixar cada face do cubo com uma cor só. Os mais antigos leitores do blog talvez possam lembrar que certa vez eu comentei que tinha aprendido a montar o cubo. Pois é, esse conhecimento me rendeu um real (um colega cético apostou um real que eu não montava) e também me rendeu que pelo menos 6 colegas ficaram absolutamente obcecados pelo brinquedinho inteligente, e me atormentaram o tempo inteiro na aula até eu ensinar para eles as manhas para se tornar um montador de cubo oficial.
Não dou um mês para a febre se espalhar pelo resto da escola, e daí para o Brasil inteiro é um clic, ;)

***

Nos últimos tempos tenho andado meio estranho. Não, não é dengue, é só uma incerteza sobre certas coisas que eu tenho a fazer. Ou que tenho a não fazer. É sobre exatamente isso a sensação: incerteza. Mas não é nada que mate (assim espero).

E vou me despedindo mais uma vez de vocês. Não vou prometer que vou tentar voltar logo, por que essa promessa é sempre agouro para ficar duas semanas sem postar nada. Então, até qualquer hora!

Abraço!

PS: viram só? Eu estava certo: o frio traz a minha inspiração. Foi só amenizar a temperatura que eu voltei a postar uma porcaria como essa. Aff.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Atividades Literárias

Não morri ainda.

***

O frio deve ter algo que inspira mais as pessoas. Já me disseram certa vez que a grande quantidade de escritores que existem no lado norte do mundo, nas regiões mais frias, se deve exatamente ao clima mais rigoroso de lá. Algo sobre ficar mais tempo dentro de casa, com mais tempo para ler e escrever etc. Além de que qualquer um ficaria inspirado descansando na frente da lareira, vendo a neve cair do lado de fora da janela (de uma casa de troncos de madeira, no alto de uma colina salpicada de coníferas... ta, chega de sonhar).
Mas tem algo a mais aí. Tem caroço nesse angu. O frio daqui do sul é tão rigoroso como lá, mas como é só um período por ano, não chega a nos fazer ficar dentro de casa. Bem afortunados (ou não) os que não sabem o que é sair da cama às seis da manhã, o sol nem chegou a nascer ainda, com a agradável temperatura de 1ºC para menos.
Mesmo não sendo tão inspirador como o lá das’oropa (como diria minha vó), o frio daqui também transmite certa magia. A prova viva disso é minha professora de Física. Como todos bem sabem, o humor não é uma das características mais encontradas em professores de Física, tampouco a simpatia. Então, para minha surpresa, enquanto subo a escada para a escola, escuto a infame piadinha sobre ter que se vestir como cebola para suportar esse frio, vindo da boca de quem? Sim, da professora de Física.
Aproveito a oportunidade para esclarecer que ela é uma das melhores professoras que eu já tive, com um amplo conhecimento na sua área, mas usei o exemplo dela por que realmente ela é uma exceção à regra dos professores dessa matéria.
E não são só os doutorandos em física que são afetados, pois eu, um mero estudante de Eletrônica, também acabei sendo acometido pela inspiração (três vivas para o frio: ip ip uhaa!). No início do frio, comecei uma historinha, minha primeira narrativa com um pouco mais de complexidade, e ela ta começando a ficar legal. Nada de coisas herculeamente grandes, no máximo umas dez páginas de Word. Se ficar legal, apenas SE eu gostar, talvez eu poste ela aqui, em partes.
Está valendo um monte como experiência, nunca tinha tentado escrever algo dessa magnitude. E estou me deparando com vários problemas que eu sequer imaginava que poderia encontrar. Grande parte deles eu já esperava; aficionado por leitura como sou eu por vezes notava uma ou outra manobra dos autores para evitar um erro de continuidade, uma troca de palavras para evitar que essas palavras perdessem a “força” necessária em outra ocasião, um ou outro comentário que é retomado bem depois, e a lista segue um monte.
Uma das coisas mais marcantes nessa aprendizagem foi a escolha das palavras, e mais do que isso, das frases. Em grande parte das vezes, não é o que tu diz que importa, e sim como tu diz, que palavras que tu usa pra dizer etc. Uma analogia interessante é o som de fundo de um filme. Imaginem a cena do tubarão espreitando o protagonista com aquela clássica musiquinha que deixa qualquer um com os cabelos da nunca em pé. Agora troquem o disco da cabeça de vocês e botem pra rodar simultaneamente à cena do tubarão algo como o Creu ou a Dança do Quadrado. Não dá. Simplesmente não dá. Nessa situação, a platéia ia se acabar de rir nas cadeiras do cinema enquanto as tripas do personagem voavam pra todos os lados e a câmera filmava a água avermelhando.
Isso do cuidado de quais palavras usar eleva a escrita quase ao nível de ciência exata, por que o escritor, além de apresentador de uma história ou de o que quer que seja que ele apresenta, também passa a ter o trabalho de manipular através das palavras escolhidas as emoções do leitor para que ao final do texto o leitor tenha a sensação que o escritor quiser. E é também isso que faz um escritor ser diferente de outro. Do mesmo jeito que algumas pessoas gostam de galinha e outras gostam de gado, algumas pessoas vão reagir diferente à alguma palavra ou frase que lerem. E como o escritor sempre escreve do jeito mais propício ao que ele gostaria, as reações das pessoas vão ser diferentes conforme seu gosto e percepção da escrita. Como a diferença no tempero de cada chef.
Acabei me empolgando e enrolando as idéias, mas tentem espremer algum sentido do parágrafo anterior que vão acabar ganhando alguma coisa no que pensar.
Antes de passar a assuntos cotidianos, eu tinha vontade ainda de falar mais umas coisinhas sobre isso para vocês. “Contratei” alguns beta-readers para o meu texto (dois até agora, só um deles leu por enquanto) que ainda nem está terminado, e um deles (o que leu) ainda me deu uma idéia que eu nem tinha pensado para a trama. A trama está bem complicadinha agora (pelo menos para um marinheiro de primeira viagem como eu), e essa idéia representa muito bem o que eu disse antes sobre a percepção que cada um tem do que lê.
“Contratei” está entre aspas por que não estou pagando nada. Eu entro com o texto, eles entram com a leitura do texto e com todas as críticas possíveis e imagináveis, e eu me permito uma dose cavalar de prepotência ao pensar que o pagamento deles já é o próprio serviço a que se prestam, hehehe.

***

As notas do primeiro trimestre superaram as minhas expectativas. Estão todas bastante acima da média e recebi elogios de vários professores. Quero ver manter minha média lá no alto até o final do ano. Numa escola que pega pesado como a que eu estou, eu não duvido de que seria um feito inédito terminar o ano com tudo acima de 8. Quero dizer, eu me contentaria com 6, mas tentar tirar o máximo que puder não vai fazer mal pra mim.
Hoje comi como um porco o dia todo. Como os ursos polares, eu preciso da camada de massa adiposa para sobreviver ao frio. Conhecido também como pneuzinho isolante térmico. Quando começar a esquentar de novo, eu faço uma dieta e reduzo de tamanho novamente, até ficar com o corpo esbelto que me é característico (ui, gostosão!) e poder participar de festas em piscinas ou caminhadas sem camisa sem vergonha nenhuma das pelancas.
Sábado que vem é a Festa Junina mundialmente conhecida entre meus amigos do coral, onde eu vou me esbaldar para comemorar os resultados do trimestre puxado que eu tive na escola. O quentão não vai ter álcool (o álcool evapora durante o preparo) mas eu não me importo de tomar um porrão psicológico, hehehe. Quero ter uma overdose de felicidade (há séculos que eu não usava essa expressão).

Enfim, vou me recolher ao meu iglu e entrar em hibernação como meus colegas da massa adiposa isolante. Não sei quando volto e não me esperem para antes de uma semana. Talvez o frio me inspire bastante nos próximos dias (como hoje: quando foi a última vez que escrevi quase duas páginas de Word de um texto que eu considerei aproveitável?) e eu escreva, mas nada é certo além da morte. Final macabro, hehehe.

Abraço!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Fim do Trimestre

Nada como fim de trimestre para aliviar o peso na consciência de ter que conseguir nota na cabeça dos CDF’s. Nas outras pessoas, esse peso só aumenta com a chegada dessa época.
Eu nunca me considerei CDF, mas agora me assumi mesmo. Saí do armário (ui!), hehehe. As notas estão boas, boa parte das matérias eu estou bem acima da média, precisei fazer poucas recuperações... E o tempo que seria usado nas recuperações que eu não fiz foram devidamente usados para esticar as pernas, chutar o pau da barraca, fazer de conta que é rei, essas coisas. Não estivesse o tempo glacialmente frio nos últimos dias e eu não tivesse pegado uma gripe do c*, teria tudo sido perfeito.
E por falar em gripe, teio algubas coisas bra dizer bra vozês. Meu nariz bateu todos os recordes mundiais e intergaláticos de produção de muco, conhecido também por meleca, mas principalmente por ranho nosso de cada dia nos dai hoje. Já usei todas as fraldas que sobraram de quando eu era criança (aquelas que podíamos reaproveitar; eu era um bebê ecologicamente correto), mas meu nariz continua sem dar sinais de que vai parar de pingar. Pelo menos eu sei que depois que essa gripe passar, meu corpo vai estar imunizado contra ela. Claro que o fato de existir mais duzentos e tantos vírus diferentes que podem causar uma gripe igual deve interferir de algum modo, mas prefiro não pensar muito no assunto. E isso vai cair na prova trimestral, coleguinhas**.

Bem, deixando o colégio e o frio de lado, tenho mais algumas coisas pra dizer pra vocês. Minha mãe arranjou um namorado agora. Antes eu até gostava da criatura, mas agora não posso olhar pra ele sem vontade de sei lá, não entendi essa vontade ainda. É algo misturado com tortura, empalamento, exílio, e outras coisas mais, mas no fundo sei que isso é involuntário. Não é tanto pelo cara, qualquer pessoa que se aproxime da minha mãe mais do que 100 metros e continuar se aproximando, e se aproximando, é uma vítima de assassinato (cometido por mim) em potencial. E ela já ta cachaceando falando em casamento, morar junto, essas coisas de menina que sonha com o príncipe encantado. Eu nem sei como reagiria a uma situação dessas, estou acostumado demais a ser o homem da casa e a ter uma privacidade invejável 24 horas por dia. Ter uma cueca que não é minha no varal é uma coisa que eu dificilmente vou voltar a aturar. Tem certas coisas que se aprende com o tempo, mas essa é uma das coisas que eu não quero aprender. Desde que meu pai morreu em 2004, nunca mais morou nenhum homem além de mim aqui em casa. Se morar, ou eu mato, ou eu viro punk. Minha mãe faz de conta que não escuta, mas deixa pra lá. Sei que é errado pensar assim, mas eu tenho certeza que não vai dar certo. Pronto, falei. Esse é um blog e uma das propostas dele (vide subtítulo) é descarregar desabafos. E esse parágrafo imenso foi um deles.

Cortando o assunto ruim, agora, só tenho a dizer pra vocês mais as coisas de sempre: continuo lendo como se minha vida dependesse disso (e é até engraçado: estou lendo bem mais³³³ do que eu lia quando tinha mais tempo), continuo comendo direitinho, escovando os dentes depois das refeições e falando mal dos políticos e dos religiosos xiitas nos tempos livres entre uma refeição e outra.
Ah, uma novidade, e até nem sei se é novidade, mas enfim: estou dando aulas de reforço um dia por semana na escola que eu estudava no ano passado. É principalmente voltado para a matemática, mas se um aluninho perguntar algo de outra matéria eu não me faço de rogado. É a coisa mais interessante aqueles marmanjões repetentes três vezes maior do que eu me chamando de “sor”, “tio”, e outras coisas equivalentes. Sexta feira agora vai ser o dia do Amigo da Escola, e eu vou ganhar um certificado pelo trabalho gratuito que eu tenho feito. Como escreveu o Frodo no maravilhoso livro dele, digo, no maravilhoso livro dele que agora é MEU livro maravilhoso, e onde tem dedicatória e todos os tipos de carinhos, “Reconhecimento é isso!”. Hehehe, valeu Frodo!

Bem, era isso, e me desculpem se não gostaram, hoje eu escrevi sem nenhum tipo de idéia fixa e fiz de conta que progressão temática é coisa de fresco.

Abraço!

* - u
** - os coleguinhas que me refiro são todos os mongolões (e mongolonas) que passarem por aqui. Todos deste tipo são colegas de sala meus, ;)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A Saudade dos tempos da "Inocência"

É muita a saudade que tenho de postar todos os dias aqui no blog. Lembro bem do ano passado, quando pedia para a minha mãe abaixar o volume da novela no quarto dela pra eu poder me concentrar na escrita. Eu escrevia todo dia, tendo assunto ou não. É até estranho, por que a maior parte dos textos que eu escrevia na época (parece que estou falando de outra era geológica...) terminavam comigo muito satisfeito por ter feito algo tão bom, satisfeito por ter escrito tão bem, etc. Hoje olho os mesmos textos e a minha sensação em relação a eles é diametralmente oposta à que eu tinha antes: olho para eles e me encho de vergonha de ter feito alguém perder tempo com aquilo, e me encho também de espanto por alguém realmente ter perdido tempo com aquilo.
Entrava muito essa coisa de amizade e preocupação com os elogios e críticas, e talvez por isso ninguém nunca me repreendeu por escrever mal e sempre que tinham uma oportunidade para fazer isso mudavam o tom para um elogio e um empurrãozinho de esperança, do tipo “continue assim que um dia você chega lá”. Pois bem, meus mais sinceros agradecimentos, abraços, beijos franceses e cheiradas no cangote de quem nunca me desanimou mostrando-me a verdadeira face do meu falso talento. Posso dizer sem dúvida nenhuma que escrevo muito melhor do que antes, mas posso dizer com ainda mais certeza que tenho muito a melhorar. “Troco de bom grado tudo o que sei pela metade do que ignoro”.

Tenho saudade daquele tempo por que eu vivia pelo blog, todos os amigos do blog eram mais próximos, eu amadurecia exponencialmente junto do blog, e eu escrevia bem mais. Como disse, eu não me importava tanto se tinha ou não assunto, o que importava era escrever. Não tinha nada o que fazer mesmo, então o melhor a fazer era gastar o tempo escrevendo. Nesse ano eu tenho bastante coisa pra fazer, e o tempo livre que eu tenho, antes voltado para a escrita, hoje é voltado para o relaxamento mais bem relaxado que eu possa fornecer para o meu corpo e minha mente. Então, neste momento, para matar a saudade dos velhos tempos, volto a escrever sem um assunto específico, pelo menos sem um assunto específico do cotidiano. A vida segue sem sobressaltos, e os sobressaltos da vida são o que eu consideraria um assunto suficientemente importante para ser abordado aqui nesse espaço virtual.
Por exemplo, fui numa festa sexta-feira. Em outro momento isso ocuparia um texto inteiro, falando dos cheiros estranhos impregnando a atmosfera do lugar, do barulho ensurdecedor que só pode ser considerado música na hora, e da minha falta de sucesso em certos objetivos que me levaram a participar dessa tal festa. Esse último tópico seria a parte central do texto, e abordaria o meu inevitável pensamento de que eu devo ter um tipo de magnetismo animal de polaridade reversa (adoro essa expressão), ou que eu expilo nerdeza pelos meus poros. Terminaria o texto com uma conclusão porca e o pedido de que todos os meus leitores que sentam para fazer xixi dessem alguma opinião a respeito.
Eu poderia dizer também que no sábado eu fui cantar em uma festa das mães numa igreja. Narraria passo a passo o que aconteceu, evidenciaria que meus ouvidos latejavam graças à festa infrutífera da noite anterior, evidenciaria mais ainda que éramos apenas quatro cantores, mas o que eu deixaria mais evidente, à despeito das outras evidências, era que havia sido um sucesso e que ninguém prestou atenção aos erros.
E, em outro texto provavelmente, eu iria aglutinar tudo o que eu pudesse escrever sobre o café com os amigos no domingo, sobre as notas do colégio, sobre o vento norte (quente!!) que havia soprado sobre a região na semana anterior mas que havia sido rebatido pelo ar polar que toma conta agora, e iria falar, quando faltasse assunto melhor, das nuances do meu humor sensível.
Mas não vou encher-lhes os ouvidos hoje. Aprendi com o tempo que certas coisas simplesmente não interessam, e muitas das coisas que eu poderia dizer são algumas dessas coisas. A vida continua sem sobressaltos, e isso já é o suficiente para eu fazer um texto sem assunto específico para hoje.

Abraço!

domingo, 18 de maio de 2008

Let the Sunshine In

Como a esmagadora maioria dos adolescentes estudantes, eu não gosto de acordar cedo. Ante a perspectiva de passar mais umas 16 horas (no mínimo) em pé, a minha atitude é lançar um olhar mortífero para o despertador e amaldiçoar todas as notas musicais daquela musiquinha infernal que eu escolhi como alarme – a entrada do Pânico na TV, que antes eu adorava, mas que agora não posso escutar sem sentir-me mal -, mesmo sabendo que a atitude certa seria dar bom dia para o mundo, beijar o travesseiro, pular da cama e fazer o maior número de exercícios de alongamento possíveis.
De uns tempos pra cá é que a tarefa tem sido mais branda. Não que agora eu adore acordar cedo, mas pelo menos eu ganho uma recompensa mais adiante. Já explico.
Quando eu levanto, o sol ainda não lançou seu querido olhar sobre este meridiano em especial. Na hora que saio para a realidade, o sol está recém saindo do meio do horizonte lá adiante, e quando chego ao topo do morro que tenho de subir para ir pra escola, já está em uma altura em que sua coloração se torna alaranjada e que, juntamente com o Céu Azul Sem Nuvem Nenhuma, forma uma paisagem lindíssima de se admirar.
Aliado a isso, como se já não fosse demais, tem ainda mais a neblina recobrindo a cidade toda como um tapete de espuma, atravessado aqui e ali por telhados ou torres, e a vibração muda da atividade de milhares de pessoas saindo de suas casas em direção à labuta. Um monte de Joões indo trabalhar e de Marias recolhendo o café da manhã (em uma visão bem machista de mundo, mas sabem o que quero dizer). É quase uma heresia reclamar da vida depois de uma vista dessas, gratuita e livre de impostos.

E estou bem feliz. A Vó do Antônio está melhorando, o coral está properando, as minhas notas do boletim próximo tem tudo para estar boas, o tempo está bom, enfim, está tudo muito bem, obrigado. Tenho deixado o blog meio às moscas, e estou devendo toneladas de visitas para os leitores que também tem blog, mas é um sacrifício que eu estou tendo de me obrigar a cometer, e prometo que ainda vou recompensá-los por não desacreditarem de mim.
Estou lendo no momento “Saco de Ossos” do Stephen King, e isso aliado a várias coisas estão me fazendo mudar minha idéia do futuro. O livro é basicamente sobre a história de um escritor que não consegue mais escrever depois da morte de sua mulher. Isso por si só não é o interessante do livro, mas o modo como o Stephen King conta a história é que é o must. Tem me feito ver que talvez a coisa que acabe sendo o mais ansiado por mim seja viver da escrita, ou viver parcialmente da escrita. Pode ser que seja só por causa do livro, mas ainda não sei. “Pode ser” por que ele escreve tão bem que conseguiu fazer eu me apaixonar por uma das personagens e que a minha vontade de escrever livros longos seja mais uma das coisas que os escritores fodões como ele conseguem fazer na mente dos leitores, e “pode não ser” por que isso não é assunto novo em pauta na minha cabeça. Cheguei até a conversar brevemente sobre isso com o Victor no MSN, mas não muito a fundo (nossa conversa naquele dia foi de “implicações filosóficas da existência ou não de Deus” até gravações que fizemos de algumas músicas).
Ta certo que é só ficção o livro, mas isso me inspira, e sonhar não arranca pedaço de ninguém. Tenho bastante tempo para resolver isso ainda, mas não pude deixar de dividir com vocês estes meus pensamentos.

Tenho certeza que eu tinha algo mais pra falar, mas estou com sono e só vou conseguir lembrar quando meu cérebro começar a escorrer pelo nariz por causa do esforço. Desejo a todos uma boa noite de sono e uma ótima semana!

Abraço!