domingo, 14 de outubro de 2007

Como vai ser o Futuro?

Uma hora todos pensam nisso. Pelo menos todos aqueles que têm algum tempo de raciocínio ocioso, ou que realmente ocupam a cabeça com uma coisa dessas.
Nada de pensar em que não há futuro para nossa espécie. Há sim. Nós somos 6 bilhões de amontoados de carbono que desenvolveram alguma inteligência (não muita) em decorrência da evolução. Isso é gente demais.
Mesmo depois de um efeito estufa, ou de uma guerra nuclear, algumas comunidades de homo sapiens hão de sobreviver. Talvez um pouco bronzeadas ou com membros a mais, mas irão sobreviver.
Então, provado que nós vamos resistir, veremos como vai ser nosso futuro.

Carros mais velozes, voadores e menos poluentes, mas que terão de correr em um mundo quente e desolado. Celulares, computadores, microondas, etc., todos esses aparelhos de hoje em dia vão ser bem menores e possivelmente vão estar acoplados a tantos outros que ainda vamos inventar.
Televisões holográficas, videogames que imitam a realidade, prisões por congelamento, robôs falantes e pensantes, isso tudo, essas coisas que parecem ser de ficção, vão ser realidade.
Então alguém da platéia se levanta e pergunta: “Ta, tudo muito bonito e alegre, mas isso vai demorar muito, então o que nos importa, se já estaremos mortos?”. O palestrante nesse momento agradece a pergunta muito oportuna e aponta para mim para eu poder continuar o texto.
Com os avanços da genética e da medicina logo será possível viver bem mais, e talvez, em um visão bem mais otimista, pra sempre. Então vão logo arrumando algo pra fazer nas tardes de domingo, pra não morrer de tédio (será a única forma interna de morrer).

Então, daqui a 1 bilhão de anos, quando o nosso sol começar a esquentar demais, toda a água da Terra vai evaporar, e toda a água de Marte vai derreter. Vamos de mala e cuia pra lá, tomar um banho refrescante nas recém criadas praias marcianas.
Dali mais 4,5 bilhões de anos, depois que nós já nos acostumamos com Marte, vamos ter que nos mudar mais uma vez. Como o hidrogênio do Sol vai ter acabado, ele vai começar a inchar, tornando as coisas bem quentes em Marte, e nossa única alternativa vai ser ir rapidamente para a periferia, lá em Plutão ou em um dos planetas por perto.
Em 7 bilhões de anos, o sol vai ter inchado tanto (vai ficar 166 vezes o tamanho natural) que mesmo de Plutão vai ser impossível olhar pra ele. Vamos andar noite e dia de óculos escuros.
O Sol vai então começar a encolher assim que aprender a usar hélio como combustível, o que vai tornar possível nós voltarmos para a Terra para dar um último tchau. Mas nada de fincar residência, essa fase dura apenas 100 milhões de anos, pois uma hora o hélio acaba, e quando isso acontecer o sol começará a se expandir de novo, o que nos obrigará a sair definitivamente do nosso tão querido sistema solar. A opção mais próxima vai ser o sistema da estrela de Bernard, que fica a 6 anos luz de distância. Relaxe e curta a viagem.

Claro que isso ainda vai demorar um pouquinho, e nós ainda temos tempo de aproveitar esse solzão maravilhoso aqui do Brasil.
Mas é melhor você se acostumar com a idéia de virar um mochileiro das galáxias.

E como você acha que vai ser o futuro?

Abraço!

Jogos de Computador Inibem a Criatividade

E eu sou a prova viva disso. Vou ficar um dia inteiro sem jogar nada no PC para que à noite, se eu ainda não tiver sofrido um ataque epilético, eu possa comprovar que sem jogos eu tenho inspiração.
Sério mesmo. Tenho quase certeza que o que está travando a minha cabeça e me impedindo de escrever sem ter de encher lingüiça são as cabeças que eu estouro no GTA, os tão sonhados 100% que ainda não consegui alcançar nesse mesmo jogo, e os níveis de poluição das minhas metrópoles do SimCity que tendem sempre a aumentar. Soma-se a isso o estresse que um computador lento causa em um maníaco da informática como eu. Não me deixa triste, mas me proporciona odiosos minutos de mau humor diário.
Bem, sobre o que falar? Sobre a falta de inspiração eu já falei, sobre o por quê dela também. Sobre a falta de musa inspiradora não é legal falar, chega a beirar o ridículo.

Bem, ontem eu aluguei dois filmes pra, talvez, na falta de coisa melhor, olhar amanhã com os amigos. Os filmes que eu aluguei foram o “Todo Mundo em Pânico 3” e “Jackass: Caras de Pau”. A minha impressão sobre o primeiro é que qualquer coisa é motivo pra fazer piada, e isso chega a ser chato, por que é repetitivo demais. Tem até aquele ditado “Não ria de tudo, pois quem acha tudo gozado é camareira de motel”. Ou como dizia a música do Cazuza “[...] rir é bom, mas rir de tudo é desespero [...]”.
O segundo é tão nojento, tão banana, tão criança, que chega a ser engraçado. O filme é na verdade uma coletânea de pegadinhas de um programa de TV norte-americano. Só que quatro de cada três pegadinhas envolvem ficar com a bunda de fora ou coisas piores, como se tocar em um ventilador ligado, destruir um carro alugado, se tocar em um lago podre, onde é jogado o esgoto de uma cidade e onde havia um gato morto flutuando, e isso tudo só pra falar das mais fracas. Eles fazem, do inicio ao fim, o que nós passamos a infância inteira ouvindo nossos pais para não fazermos. Não recomendo.
...
Ainda lá na locadora eu vi um negócio bem criativo. Em cima da porta que vai para a área dos pornôs, tem um cartaz onde está escrito o seguinte: “Alugue um pornô sem vergonha”.
Os donos da locadora me disseram que eu fui o único a entender a lógica do trocadilho até aquele momento.

Abraço! E, sobreviventes de mais um texto, deixem um comentário para ao menos dar sinal de vida. Quem estiver vivo levante a mão! \o/

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Dia das Crianças

Aêêê! Parabéns pelo nosso dia! Mesmo pros que não são mais crianças, mas que ainda guardam uma criança dentro de si!
Por que até os mais sérios ainda guardam uma criança bem no fundo, esperando ser libertada, pra poder brincar, pular, se sujar, participar de propagandas da Omo, enfim, pra fazer coisas que crianças fazem. Não a deixe mais nem um minuto trancafiada, solte-a, a deixe esvoaçar os cabelos ao vento! Pelo menos por um dia, então você verá que é bom e nunca mais voltará a ser como era antes...

Abraço! Fiquem agora com uma pequena (mentiroso) explicação sobre o porque do Dia da Criança ser nesse dia.

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Dia das Crianças no Brasil

A criação do Dia das Crianças no Brasil foi sugerido pelo deputado federal Galdino do Valle Filho na década de 1920.
Arthur Bernardes, então presidente do Brasil, aprovou por meio do decreto de nº 4867, no dia 5 de novembro de 1924, a data de 12 de outubro como o dia dos pequenos.
O Dia das Crianças só passou a ser comemorado mesmo em 1960, quando a fábrica de brinquedos Estrela fez uma promoção junto com a empresa Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas.
A idéia das duas empresas deram tão certo que outros comerciantes resolveram adotar a mesma estratégia. E assim, dia 12 de outubro é dia de criança ganhar presente!

Dia das Crianças no Mundo
Muitos países comemoram o Dia das Crianças em outros dias do ano. Na Índia, é em 15 de novembro. Em Portugal e Moçambique, a comemoração acontece no dia 1º de junho. Na China e no Japão, a comemoração acontece em 5 de maio.

Dia Universal da Criança
A Organização das Nações Unidas, também conhecida como ONU, comemora o dia de todas as crianças do mundo em 20 de novembro. Foi nessa data que os países aprovaram a Declaração dos Direitos das Crianças.

Retirado de http://www.mensagensvirtuais.com.br/saiba_diadascrianas.php

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

A Morte

Como que por um achado, um amigo meu pediu para postar um texto dele aqui no blog. Digo que foi um achado por que, além de eu ter adorado o texto (curto, poderíamos até chamar de pensamento), isso me salva (e a vocês) de mais um dia sem inspiração. O amigo é o Marcelinho, um grande pequeno amigo meu, que, embora esteja meio afastado do grupo ultimamente ainda é um baita amigão meu.

Abraço!

"A morte não é um mistério que amedronta, ela é uma velha conhecida nossa; ela não esconde segredos que possam perturbar o sono de um homem honesto.
Não vires o teu rosto ao ver a morte, não te assuste se ela vir e parar a tua respiração. Não a temas pois ela não é o teu amo que vem em tua perseguição. Não o teu amo, mas um simples servo do Teu Criador – aquilo ou aquele que criou a morte e te criou – e que é, Ele sim, o Único Mistério."

Marcelo de Oliveira

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Música Que Momento da Semana

Para me salvar da falta de inspiração (ou salvar vocês de mais uma sessão encheção de lingüiça...), hoje eu vou postar a música da semana.
Estou sem novidades, ou pelo menos nada publicável por enquanto. Decidi não me importar com os problemas pequenos do dia-a-dia, com tanta gente aí com problema muito maior enfrentando com bem mais força do que eu. Ainda não é uma mudança pra eu ser visto como Marquinhos 2.0 (o Antônio foi a versão beta, daí veio eu, como o 1.0, e ainda é cedo pra vir o 2.0), mas é bom eu escrever isso pra se porventura eu estiver mal eu ler isso e me botar nos trilhos novamente.

A música que eu escolhi eu andei cantarolando a semana toda, pra ver se alcançava os agudos desgraçados que a compõe. Consegui, mas ainda não ta legal. Vai pra minha lista de “coisas a aprimorar”. No topo da lista está “pensar antes de falar”, seguido por “não se deixar ser pisado” e “prova do Liberato”. A lista segue por duas páginas, cheia de detalhes totalmente desinteressantes.

Abraço!

Sapato Velho - Roupa Nova

Você lembra, lembra
Daquele tempo
Eu tinha estrelas nos olhos
Um jeito de herói
Era mais forte e veloz
Que qualquer mocinho de cowboy
Você lembra, lembra
Eu costumava andar
Bem mais de mil léguas
Pra poder buscar
Flores de maio azuis
E os seus cabelos enfeitar
Água da fonte
Cansei de beber
Pra não envelhecer
Como quisesse
Roubar da manhã
Um lindo por de sol
Hoje, não colho mais
As flores de maio
Nem sou mais veloz
Como os heróis
É talvez eu seja simplesmente
Como um sapato velho
Mas ainda sirvo
Se você quiser
Basta você me calçar
Que eu aqueço o frio
Dos seus pés

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Historinha do meu professor...

Hoje no curso meu professor se queixou de dor nos rins, e contou pra nós a história de uma outra vez que deu essa dor nele. Segue a história como contada por ele próprio.

Abraço!

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Uma vez me deu uma dor como essa. Eu estava dando aula pra primeira turma da tarde e começou a doer um pouquinho aqui no rim direito. Eu achava que era de estar a tarde toda em pé, então não dei bola para aquilo. Era o tipo de dor que eu só sentia se quisesse, daquelas bem fraquinhas.
Na segunda turma a dor já tomava maiores dimensões. E foi indo nesse passo na terceira e na quarta turma. Na quinta turma, já não me agüentava. Passei uma tarefa pros alunos e me escorei na parede no fundo da sala, respirando fundo pra ver se aliviava a dor e torcendo pra que nenhum dos alunos me chamasse pra explicar o que quer que fosse.
Com muita dificuldade, chamei o Adriano de canto e falei pra ele aprontar uma locomoção pra eu ir pro hospital tão logo terminasse a aula. “Mas o que tu tem?” perguntou ele. “Ah, só uma crise de pedra no rim. Não te preocupa, não é nada demais”. Eu vi ele ficar branco com a minha resposta. Saiu correndo de fininho, sob olhos assustados dos alunos.
Quando terminou a aula eu vapt pro hospital. Lá me confirmaram que era pedra no rim e que eu ia ter que dar um jeito naquilo (gênios!). Deram-me um remédio pra não sentir a dor na barriga. Tenho cá minhas dúvidas quanto à origem do remédio. Eles me diziam que vinha da farmácia, mas pelos efeitos que estava provocando em mim eu poderia jurar que o que me deram tinha sido um pouco da melhor safra de cannabis da Bolívia.
Cambaleante, voltei pro carro, dividido entre o desejo de uma cama bem fofa e o de mais remédio. Me disseram pra voltar no dia seguinte pra fazer alguns exames, mas eu estava mais interessado nas luzes que piscavam a minha volta, no cabelo rosa chiclete da médica e no seu avental verde com bolinhas azul água. É, eu estava doidão.
No dia seguinte, já no consultório médico e menos doido, me disseram que iriam fazer uma ecografia pra saber (se era menino ou menina, como meu adoráveis colegas adoram tirar sarro) como iriam tratar das minhas pedras nos rins. Só que pra fazer o exame, com bem sabem, eu tinha que ter a bexiga cheia. Então me deram dois litros de água pra eu beber ali, e eu bebi.
Que tortura não poder ir no banheiro! A cada nome que não era o meu eu sentia me afundar um pouco mais no banco da sala de espera. Minha bexiga estourando e eu sem poder dar uma boa mijada.
Depois do terceiro paciente que foi atendido antes de mim, eu já estava sentado em posição de monge, meditando para controlar a urina. Amarrar a ponta não era uma boa idéia pra ocasião, então meditar foi a melhor alternativa. Me desliguei do mundo, de todas as sensações, principalmente a que dizia “vai no banheiro, agora!!”. Cada vez que alguma enfermeira vinha perguntar se estava tudo bem, se eu não queria beber um refresco ou um café, eu a fulminava com meu olhar de “sabe voar? Quer aprender?”.
Quando eu ouvi a voz mágica chamando meu nome no fim do corredor, foi como se eu fosse a pessoa mais feliz do mundo.
Lá dentro, a médica passava aquela coisa gelada na minha barriga e apertava, parecia que estava querendo tomar um banho mais cedo. Ela está na minha lista negra.
Ao fim da sessão “aperto na bexiga”, era eu apostando corrida com o som em direção ao banheiro. Tudo que estava no meu caminho em uma linha reta ao banheiro não está mais lá, seja o que fosse. Fiquei três minutos lá dentro, apreciando a sensação única que é matar algo que está te matando. Saí do banheiro levitando, nem lembrava mais por que estava ali.
Fui pra casa e uma semana depois eu já estava com o rim saudável novamente.
Mas até hoje eu procuro por aquele remédio que me deram...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Estar pra mais é demais!

Não vou nem falar sobre a tristeza e por que ela foi embora. Do jeito que vocês me conhecem, já devem ter um idéia pronta na cabeça de coisas que me fazem ficar pra baixo e coisas que levantam meu astral. Os meus amigos-irmão que o digam. Parece que adivinham as coisas que tem que falar pra eu me sentir bem. É muito importante pra mim me sentir importante ou reconhecido pra sair de uma fase triste e em qualquer outra, exatamente como diz no meu horóscopo tradicional (signo solar: Sagitário, lunar: Touro, ascendente: Sagitário) e no chinês (“Garboso e cheio de si, os nativos de Galo adoram ter seu talento reconhecido [...]”). Mesmo não acreditando nessas baboseiras, tudo dá muito certinho pra mim, é de assustar. Principalmente quando o que causou a tristeza foi...
Como eu disse, não vou falar sobre isso.

Quarta-feira tem interséries de manhã e apresentação à tarde. Isso até causou um diálogo interessante entre minha mãe e eu na hora do café:
- Tu não vai jogar? – perguntou minha mãe.
- Jogar? Eu? Não dá, mãe. Eu sou uma ameba. E também não faz o meu tipo correr atrás de uma bola lado a lado com outros 11 machos (são onze? E mais: são machos?), onde o máximo que eu posso ganhar vai ser um roxo ou dois nas pernas. Prefiro ficar na arquibancada com as gurias. Ali sim, eu posso ganhar alguma coisa. Um tapa ou algo parecido, claro.
...
Continuando. Quinta tem mais interséries, e sexta é feriado. Então, minha semana termina amanhã, e só retoma na terça que vem, por que segunda também é feriado. Se estou me achando? Só um pouco. Acordei com vontade de fazer mal a alguém hoje.

Na minha escola começarão aulas de reforço de Português e Matemática, para quem estiver a fim de passar na prova do Liberato. Hoje eu injetei um gás todo especial em mim, estou esbanjando disposição para fazer qualquer coisa. Estou até disposto de arrumar meu quarto(!).
E por falar em português e injetar gás, neste final de semana minha mãe foi no aniversário da filha da professora que me deu aula na primeira série. Super gente fina ela, fez um trabalho espetacularmente bom ao me ensinar a ler. Nunca mais parei.
Nessa festa, uma das pessoas de lá (que leu meu blog) falou que eu deveria escrever um livro. Uau. Me senti a última Trakinas do pacote, em meio às bolachas maria. Um elogio desse calibre faz qualquer ego inflar (ele me mandou uma foto dele com o ego do Antônio, meditando com o titio Dalai. No momento ele está a caminho da Sibéria, onde vai participar de um ritual xamânico para negociar com os espíritos alguns problemas financeiros da viagem).
Eu tenho me sentido tanto uma bolacha Trakinas, que uma hora dessas eu terei de colar um “informação nutricional” ao lado do meu corpo, pra não ser processado pelos Direitos do Consumidor...

Então até mais, caros amigos que pacientemente persistem em ler meu blog...

Abraço!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Mais ou menos pra mais

Bem, estou parcialmente de volta. O motivo da volta do humor foram alguns elogios de pessoas que eu não conheço, algumas piscadelas e olhares cheios de segundas intenções na parada do ônibus, encarar de frente o mico que foi cantar praticamente sozinho na apresentação de hoje à tarde (era eu e mais seis), enfim, todas as coisas que fizeram meu ego inflar. A propósito, ele deixou uma carta em cima da mesa para mim hoje de manhã dizendo que foi ao mundo em busca do ego do Antônio, para fazerem algumas viagens juntos pelos templos budistas no Himalaia. Infelizmente não poderá mandar fotos, pois não há nenhuma máquina fotográfica no mundo capaz de enquadrá-lo por completo.
Na ida e na volta da apresentação, eu pensava no que poderia ter me deixado triste por esses dias, para eu poder ver o quão ridícula era minha preocupação, e então a partir daí poder me livrar da dita.
Acabou que eu vi que o meu problema é carência. Física e afetiva. E o pior é que é mesmo. Eu não posso ouvir ou ver algo sem que pense conotações assaz libidinosas a respeito, e não posso mais ver final de novela em que todos se casam e ficam felizes sem sentir uma pontada de inveja de todos eles.
Aiai, é isso que dá ter uma parte filósofa dentro de ti. A pessoa não pode ficar sem fazer nada sem que comece a pensar profundamente sobre os seus problemas e chegue a uma conclusão deprimente da qual o único modo de escapar é não pensar no assunto. E acabo de descobrir que os sintomas para isso é que você começa a escrever sentenças imensas com poucas ou sem nenhuma vírgula que têm grande possibilidade de possuir um ou dois erros de concordância.
O jeito, como eu disse, é não pensar no assunto.

E olha só, arranjei tempo e saco pra postar um vídeo no youtube. Faz parte do meu top five de músicas que eu gosto. Qualquer coincidência entre a música e o texto acima é só isso mesmo, uma coincidência. Mas não deixa de ser uma bela de uma coincidência, claro.

Abraço!

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Tema de Romeu e Julieta

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Diário

Hoje eu fui à Bienal do Mercosul com minha escola. Só vimos algumas obras (ininteligíveis, com explicações que aparentemente foram formuladas após a criação delas), a maior parte do tempo ficamos na mostra “No Ar” do grupo RBS, um grupo de imprensa e de outros setores aqui do RS.
Eu fui de calça de brim, e que maravilha. Todos os 30º C sempre me lembravam de que “você é um burro, se preocupa mais com a aparência do que com o seu bem estar...” e que “como sua bunda no verão”, hehehe. As coisas de comer e de beber eram caras, gastei todo o dinheiro que eu levei com isso. Uma fofura de passeio.
Me perdi do grupo, e atipicamente não entrei em pânico. Na verdade, teve momentos que eu me senti mais tranqüilo do que se estivesse em companhia do pessoal. Vai saber né. Nem eu me entendo.
Depois de voltar do passeio, fui com a minha mãe fazer o exame dos olhos, pra ver se o meu grau tinha aumentado. Fiz o exame com o mesmo doutor que eu fiz o exame quando tinha quatro anos. Eu não lembro, mas minha mãe diz que foi estressante, já que eu não sabia ler e blábláblá, e daí em diante eu estava mais preocupado com uma das revistas que eu comprei no sebo aquele outro dia. É, eu ainda não terminei de ler.
Terminou que o meu grau aumentou 0,75 no direito, e agora eu tenho 2,5 em cada um. A boa notícia é que uma hora pára de aumentar. A má notícia é que não se sabe quando é que isso acontece.
Estou moído por causa do passeio, meus pés estão em estado deplorável, só estando melhores mesmo do que o meu humor. Amanhã eu não vou ir na aula por que a) a minha turma vai na feira do livro e eu não estou a fim, b) tem um ou dois períodos comandados por uma professora-vaca-leiteira que eu não gosto nem um pouco, e c) eu preciso de tempo pra inventar uma desculpa menos esfarrapada de por que eu não fui.

Juro que até o fim da semana eu posto um vídeo do coral cantando, e que também até lá eu esteja enamorado da inspiração novamente.

Abraço!

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Vou postar hoje uma música, tem um som muito bom, e tem uma mensagem muito boa também, espero que gostem, se tiverem a oportunidade de ouvi-la. Faz parte do repertório das nossas festas cantantes, então só pode ser boa, né?

Kid Abelha - No seu lugar Paula Toller / George Israel

Desde que estamos aqui
Eu não quero saber
Quanto tempo se passou
Quem sou eu e onde estou

Será que fomos apressados
Ou foi o tempo que parou
Será que estamos parados
Congelados no espaço

Desde que estamos aqui
Eu não quero saber
Quem está por cima
Quem está por baixo

Com você o tempo pára
Sem você o tempo voa
Sem você eu perco tempo
Com você me sinto imortal

Eu quero ver você
Ficar no meu lugar
Eu quero ser você
ficar no seu lugar

Será que fomos apressados
Ou foi o tempo que parou
Será que estamos parados
Congelados no espaço

Com você o tempo pára
Sem você o tempo voa
Sem você eu perco tempo
Com você me sinto imortal

Eu quero ver você
Ficar no meu lugar
eu quero ser você
Ficar no seu lugar

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Balanço do Mês

Este foi um ótimo mês. Não fosse as recaídas da minha voz ele seria perfeito. Desde a minha perda de voz a umas três semanas a minha voz não é mais a mesma. Mas fazer o que, né, é a vida.
Pontos positivos não faltam ao mês. Muitas reuniões dos amigos aqui em casa, muitas reuniões dos amigos fora de casa, em suma, muitas reuniões de amigos. Cada uma melhor que a outra.
Este mês foi também o da transição definitiva de blog. Depois que o Antônio mudou de blog ficou fácil pra eu mudar também. Como diz o Jader, eu sou muito influenciável (mas no caso ele estava se referindo ao fato de eu uma vez ter seguido ele numa música quando eu deveria fazer uma coisa separada).
Foi o mês dos aniversários. Acho que eu somei cinco aniversários, só de pessoas do coral e amigos em geral. Três deles nós comemoramos sábado, com muita música, conversa fiada e jogos do capeta, daqueles viciantes.

De mais importante foi isso que aconteceu. Em alguns dias eu conto com detalhes como foi o meu final de semana.

Hoje, como vocês podem facilmente notar com o tom pesado e monótono que este texto possui, eu não estou inspirado, e estou postando por obrigação contratual (com a minha consciência).

Tomara que amanhã a disposição literária volte.

Abraço!

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Nos próximos capítulos:

Marquinhos se sente cansado só de ver a lista de apresentações com o coral para o mês de outubro;
Marquinhos posta alguns vídeos do coral dele cantando, para seus leitores finalmente conhecerem o tão falado grupo de amigos;
Ele também hospeda dois (ou duas) coralistas de um coral do Uruguai;
Conta como foi a visita à Bienal do Mercosul, que fará amanhã;

E muitas outras coisas. Não perca, nos próximos capítulos de Paraíso TriLegal! (infame, sem dúvida).